Aregunda , esposa do rei Clorário (511-561), pediu ao marido que encontrasse um bom marido para sua irmã. Clotário não encontrou e resolveu troná-la sua amante. Teodeberto (543-548) casou-se com Deotéria , que tinha sua filha do primeiro casamento. Quando a filha cresceu e se tornou uma bela moça , a mulher , temendo que esta lhe roubasse o marido, resolveu matá-la. O imperador Carlos Magno teve quatro esposas e no mínimo seis amantes. Algumas dessas amantes , quando um rei morria , passavam imediatamente para o eito de seu sucessor. Inicialmente a Igreja, que condenava tais práticas , pouco podia fazer. À medida que a Idade Média avançava e o clero ia afirmando seu poder sobre o Estado , a situação se modificava. Em 813 , no Concílio de Mainz , a Igreja proibiu a poligamia e o casamento consanguíneo até entre primos em segundo grau. Os germanos protestaram. Lentamente , no entanto, numa prova da força da instituição Igreja , a proibição do divórcio prevaleceria sobre os interesses do Estado. Nas relações entre Estado e Igreja , um passo importante foi dado em 496 por Clóvis, rei franco. Clóvis converteu-se ao cristianismo romano aliando-se à Igreja. Vários outros reis germânicos haviam adotado o cristianismo de Ário , declarado herético pela Igreja. Ao adotar o cristianismo romano, o rei franco auxiliou o papado no combate às heresias.
