Praticamente todo o carvão mineral brasileiro procede da região sul. As maiores reservas encontram-se no Rio Grande do Sul, mas Santa Catarina é o maior produtor, extraindo carvão principalmente no vale do Rio Tubarão e arredores (municípios de Urussanga, Lauro Müller, Siderópolis e Criciúma). Diferentemente do que ocorre no Estado do Rio Grande do Sul, as reservas catarinenses aparecem em camadas pouco profundas facilitando a extração e tornando-a menos onerosa . O carvão nacional , do tipo hulha, não é de muito boa qualidade, pois possui elevados teores de cinza e enxofre. Para uso na siderurgia é necessário um processo de lavagem, que diminui o poder calorífico. No início dos anos 2010 , o Brasil importou cerca de 50% do carvão que consome. O carvão vegetal é obtido pela queima de madeira a uma temperatura superior a 400°C. Ele pode ser utilizado como combustível nas residências, nas usinas siderúrgicas em usinas termelétricas e, ou como redutor nas siderúrgicas. No Brasil, no início dos anos 2010, 70% do carvão vegetal utilizado eram de árvores do cerrado o que provocava grande desmatamento. Além disso, esse carvão é a principal fonte de energia da população mais pobre que não tem acesso principalmente à eletricidade. Naquele período, apenas 30% era obtido por meio do cultivo de eucaliptos. Uma solução barata e que poderia trazer muitos benefícios do ponto de vista ecológico, foi encontrada pelo IPT ( Instituto de Pesquisas Tecnológicas) do Estado de São Paulo e pela Companhia de Saneamento blBásico do Estado de São Paulo. Trata-se do plantio de capim elefante para produção de carvão vegetal, usando como "fertilizante", na plantação desse capim, o esgoto. Esse fertilizante gratuito acaba barateando o custo de produção do capim e soluciona um problema ambiental: a poluição dos rios e mares pelo esgoto. Em termos de fibra seca, que é o que interessa para produzir carvão, a produtividade do capim é muito maior que a da madeira.