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sábado, 11 de maio de 2019

Descrição: Sensibilidade e Imaginação


Você já sabe : a descrição é um texto que apresenta características de alguém ou de algo , percebidas a partir dos cinco sentidos, dos cinco campos de percepção sensorial. Descrever é , portanto , escrever com o corpo. Cada experiência descritiva - de um pessoa, um bicho , uma planta , uma casa , um lugar - é também uma reeducação dos nossos sentidos, uma revitalização deles , um desenvolvimento das possibilidades de percepção. Para apresentar a imagem do objeto descrito, para criar a configuração desse objeto em palavras , para retratar o que se percebeu dele , precisamos desenvolver a sensibilidade , a capacidade a apreender e expressar as características mais marcantes , mais importantes do objeto , seus detalhes específicos , suas marcas particulares. É importante também treinar a capacidade de estabelecer comparações de estabelecer ( e inventar) semelhanças e diferenças.  Para que a descrição seja expressiva , vale também adotar uma perspectiva diferente , uma dimensão nova na percepção do objeto e na exposição dele. Em suma , é preciso associar sensibilidade e imaginação. Fazer um texto descritivo expressando em palavras as características percebidas de um objeto , para configurar a sua imagem , tem por objeto leva o leitor a sentir e a imaginar , a perceber e a recriar o objeto descrito. O leitor de descrições , tanto quanto quem as escreve , também desenvolve a sua capacidade de percepção; ele precisa recriar as características percebidas pelo autor do texto , configurá-las em imagens para reconhecer o objeto que foi descrito . Quem lê as nossas descrições torna-se, portanto, parceiro de nossa percepção e de nossas descobertas. Por isso, um meio útil para criarmos textos descritivos é o hábito de tê-los cuidadosamente . Eles ajudarão a desenvolver nossa sensibilidade e nossa imaginação.

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