Passo decisivo no processo de fortalecimento do monarca foi dado por Henrique VIII (1509-1547) , quando se colocou na chefia da Igreja inglesa , criando o anglicanismo. Isso pôs por terra um importante obstáculo à autoridade monárquica , o poder do papado. Significativo também para o Estado nesse processo foi o fato de os mosteiros terem sido dissolvidos e suas terras expropriadas pelo rei. Após a morte de Henrique VIII , a Inglaterra viveu um período de incertezas. Seu filho , o enfermo Eduardo VI (1547-1553) , vivia cercado de protestantes extremados, que defendiam perseguições religiosas aos católicos. Posteriormente Maria, também filha de Henrique VIII, em seu curto reinado (1553-1558) , tentou fazer a Inglaterra voltar ao catolicismo, perseguindo , à maneira de Portugal e Espanha , os protestantes. Muitos desses protestantes buscaram refúgio na América do Norte. A segunda filha de Henrique VIII, Elizabeth I, tornou-se rainha em 1558. Na era elisabetana, que durou 45 anos, o Estado absolutista inglês , com suas peculiaridades, viveu seu apogeu e consolidou a identidade nacional inglesa. Seus juristas propuseram a teoria dos dois corpos do rei : um, mortal , como o de qualquer um ; o outro, imortal, encarnado a monarquia e transmitido de monarca ao longo do tempo.
