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sexta-feira, 16 de março de 2018

O Egito Antigo



  Na África, a civilização egípcia desenvolveu-se no fértil vale do rio Nilo. Inundado anualmente, durante a cheia, o Nilo depositava uma camada de húmus sobre a terra, que , cultivada proporcionava colheiras abundantes. Por meio da construção de diques e barragens, o trabalho modificou o traçado do rio e melhorou as plantações. A agricultura gerava grãos duros e resistentes como o trigo e a cevada, que , mantidos secos em armazéns , alimentavam contingentes populacionais cada vez maiores. As navegações a remo e a vela eram aperfeiçoadas continuamente. Para se ir ao norte bastava seguir a corrente do rio. Em sentido contrário era suficiente aproveitar os ventos que sopram constantemente do mar Mediterrâneo em direção ao sul. À medida que as concentrações humanas aumentavam, algumas das vilas haviam se formado nas margens do rio Nilo tronavam-se comunidades locais e regionais conhecidas como nomos. Ao longo do tempos foram se associando. Nasceram assim duas federações, uma ao norte e outra ao sul, e seus chefes foram elevados à dignidade real. Alguns arqueólogos levantam a hipótese de que tal elite teria assumido o poder por conhecer como ocorriam determinados fenômenos naturais (relacionando os períodos de cheias do rio com mudanças nas estrelas, por exemplo). Em 3200 a.C. A federação de nomos do sul (alto Egito), liderada por Menés (ou Narmer) , marchou até o norte (Baixo Egito) tomando Mênfis, uma de suas principais cidades. Foi estabelecido um novo governo unificado com o poder centralizado nas mãos de um único soberano- faraó Menés. O estado egípcio era teocrático , isto é, o poder era justificado pela religiosidade. O faraó era tido como um deus vivo: filho do Sol (Amon-Rá) e encarnação do deus-falcão (Hórus). Para os egípcios toda a felicidade dependia do faraó e seu poder era ilimitado. Comandava os exércitos, aplicava justiça, organizava as atividades econômicas.  Ostentava uma coroa e um cetro, símbolos de sua autoridade.  O poder do faraó estendia-se a todos os setores da sociedade. Como senhor supremo, comandava um exército de funcionários que recolhiam impostos, fiscalizavam obras de irrigação, administravam projetos de construção, controlavam a terra , mantinham registros e supervisionavam os armazéns governamentais, onde o cereal era guardado para o caso de uma má colheita. Para os povos do Egito Antigo, o faraó era o pai e a mãe dos homens; um governante imbuído de autoridade sobrenatural para recrutar o trabalho em massa necessário à manutenção do sistema de irrigação.

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