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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Permeabilidade Celular


A célula , sendo uma estrutura viva , precisa receber alimentos e oxigênio para a realização de suas funções vitais. Precisa também eliminar os produtos do seu metabolismo. As membranas permitem essas trocas entre o interior e o exterior da célula. A parede celular é, dentro de certos limites, uma membrana permeável, não exercendo o controle sobre as substâncias que penetra na célula, ou que dela saem . A membrana plasmática, entretanto, embora permita troca entre a célula e o meio externo, exerce controle dos elementos que entram e que saem. Portanto, a membrana plasmática é semipermeável, tendo poder seletivo. A membrana plasmática permite a livre passagem de água e de pequenas moléculas como o oxigênio, e dificulta, ou mesmo impede a passagem de moléculas grandes como as proteínas. Os processos de troca na célula podem ser agrupados em três categorias:

• processos passivos: ocorre sem gasto de energia; difusão e osmose.

• processos ativos: ocorre com gasto de energia. São pouco conhecidos e não serão discutidos aqui.

• endocitoses: são processos que permitem a ingestão de substâncias com dimensões maiores, que não atravessam a membrana plasmática: fagocitose e pinocitose.

Geração Espontânea


Esta teoria é também conhecida por abiogênese: os seres vivos se formaram de material orgânico em decomposição, do lodo ou de outros materiais não vivos. Tal teoria surgiu de um erro de interpretação de fatos que até hoje se observam. É um fato, por exemplo que podem sair músicas da carne em decomposição. A interpretação precipitada levou os cientistas de um passado não muito distante admitir que a carne podre se transformava em moscas! Em frutos também é comum observar o aparecimento de bichos. Pois também os bichos dos produtos eram considerados transformações dos próprios frutos ! No lodo, deixado nas margens dos rios quando eles voltavam ao seu leito normal após enchentes , surgiram sapatos, cobras e outros bichos: o lodo se transformaria em animais diversos... Isso tudo era dito a sério por gente importante do mundo da ciência, na época. Parece até ser ridículo, mas a verdade é que eles não dispunham dos meios de observação de que dispomos hoje. Diversos exemplos e observações permitem chegar facilmente à geração espontânea. Por exemplo: de uma porção de carne cortam-se diversos pedaços, colocando-se uma em cada frasco .  Deve-se ter o cuidado de esterilizar a carne, por fervura, Antes de iniciar a experimentação. um frasco ficará aberto, outro completamente fechado e outro com algodão ou gaze, de forma a permitir a livre ventilação. Depois de alguns dias observa-se que apenas no frasco aberto surgem moscas. Se as músicas fossem formadas pela própria carne, deveriam formar-se moscas em todos os frascos. Como tal não acontece, podemos concluir que as moscas não se desenvolvem da carne. É interessante observar que no frasco tapado com gaze (ou algodão) também não aparecem moscas, embora a ventilação ali seja livre. Essas observações permitem concluir que as moscas provém do ambiente. Hoje podemos completar essa explicação, afirmando que moscas ali  pousaram e botaram seus ovos, que deram origem a novos insetos. Os "bichinhos" esbranquiçados dos que se observam antes das moscas adultas não passam de larvas dessas moscas. Os insetos são animais que, na sua maioria, apresentam metamorfose , isto é, primeiramente surgem formas larvárias, para depois se formarem os indivíduos adultos. A mesma explicação dada para o aparecimento das moscas na carne é válida para os bichos das frutas: outros animais, possivelmente insetos, botam seus ovos nos frutos e lá encontramos as suas larvas. O solo lodoso e úmido é um ótimo lugar para a vida dos sapos, que para lá se dirigem e se reproduzem, sendo ótimos alimentos para as cobras. Diversos cientistas trabalharam no sentido de mostrar que a teoria da geração espontânea era falsa. Entre eles destacaram-se Redi, Spallanzani e Pasteur , tendo sido este último quem pôs termo a essas discussões, através de experimentos bem montados e muito bem controlados. 

Força De Sucção De Uma Célula Vegetal

Tanto em células animais como em células vegetais a osmose depende basicamente de dois fatores: a concentração do meio e a concentração da célula. Em células vegetais , entretanto, um terceiro fator torna-se importante : a resistência da parede celular. Colocando-se, agora, uma célula vegetal normal em uma solução hipertônica, ela perde água para o meio, ficando murcha. Se a concentração do meio externo continuar maior do que a do meio intracelular, ela continuará a perder a água, o que pode provocar a separação da membrana plasmática da membrana de celulose. Esse processo denomina-se plasmólise e é característico das células vegetais. O processo inverso ao da plasmólise é a deplasmólise em que a célula plasmolisada, ao ser colocada em água pura ou de pequena concentração, volta a ficar túrgida. A membrana celulósica limita a entrada de água, pois  à medida que a água entra, ela se distende e passa a exercer pressão de fora para dentro. Essa pressão da membrana, de fora para dentro, é semelhante à pressão exercida pela parede de uma bexiga que se enche de ar. 


Força da Igreja


Na Europa medieval, a fé das pessoas era grande, mas a força da igreja se devia sobretudo à sua organização e riqueza. Desde os tempos do império romano, a igreja possuía uma hierarquia que, no decorrer da idade média, foi sendo pouco a pouco aperfeiçoada. O posto mais alto era ocupado pelo bispo de Roma, que, no ano 455, afirmou ser o sucessor do apóstolo Pedro e passou a se chamar Papa. Abaixo do papo estavam os bispos . Os bispos dirigiam a diocese, ou seja, um conjunto de paróquias. Nos tempos medievais, o bispo era uma figura tão importante que, se o seu povoado estivesse em perigo, ele assumia a direção. Abaixo dos bispos estavam os padres ou párocos. Pároco era o dirigente de uma paróquia, isto é uma capela e um grupo de fiéis. Os padres, bispos e o Papa estavam em contato direto com a comunidade ao contrário dos monges, que escolheram viver isolados em mosteiros, dedicando-se às orações, aos estudos e as artes. A força da igreja estava também na sua riqueza. Nos primeiros séculos da Idade Média a Igreja foi enriquecida rapidamente por causa das doações de terras e de dinheiro que recebia dos fiéis. Era comuns bispos terem a posse de vários feudos com centenas de servos. Segundo os historiadores, na Idade Média a Igreja era a maior proprietária de terras do ocidente europeu. Isto numa época em que a principal fonte de riqueza era justamente a terra. É preciso lembrar também que o clero não perdia bens nem por motivo de casamento, nem de herança, nem em torneios , como ocorria com a nobreza medieval. Os membros do clero católico, como se sabe, não podiam se casar. Em caso de morte, seus domínios territoriais continuavam pertencendo a igreja. 

Cabral Toma Posse Das Terras Brasileiras


Preocupado com a concorrência, o rei português , Dom Manoel, decidiu enviar outra expedição as Índias, a fim de firmar o comércio português com o Oriente. Esta esquadra, comandada pelo Nobre Pedro Álvares Cabral partiu de Lisboa em 9 de março de 1500. Era formada de 13 navios (10 naus e três caravelas) e cerca de 1500 pessoas, incluindo cartógrafos, padres,  soldados, escrivão e navegadores experientes, como Bartolomeu Dias, o primeiro europeu a contornar a África. O rei encarregou Cabral de tomar posse das terras que encontrasse pelo caminho. Por isso Cabral ordenou aos pilotos da sua esquadra que se afastassem do litoral africano, velejando cada vez mais em direção ao ocidente. Depois de 43 dias no mar os tripulantes avistaram pássaros (fura-buchos) e algas marinhas (rabo-de-asno e botelho) , sinal de que havia terra por perto. Finalmente, na tarde do dia seguinte 22 de abril de 1500, uma quarta-feira, avistaram o monte verde azulado de formas arredondadas, ao qual deram o nome de Monte Pascoal pois era semana da páscoa. Os portugueses desembarcaram junto a uma aldeia de índios tupiniquim, no lugar onde é Porto seguro, na Bahia. Lá fincaram uma cruz de madeira com as armas do Rei de Portugal. Era a forma de os portugueses dizerem que a partir daquela data aquelas terras eram deles. Depois de tomar posse, estabelecer contato com os indígenas e ordenar celebração da primeira missa, Cabral enviou o navio de volta levando a carta de Pero Vaz de Caminha, o escrivão de sua armada. A carta de Caminha é um importante documento histórico. 


Princípios e Países Mercantilistas


Assim como o absolutismo e o mercantilismo também variou de um país para outro. Apesar disso apresentou alguns princípios básicos, entre os quais podemos citar:

• metalismo: crença segundo a qual quanto mais ouro e Prata uma nação possui mais rica ela seria. Procurava-se com essa crença evitar a saída de metais preciosos do país.

• balança comercial favorável : princípio decorrente do metalismo. Veja por quê : na época, o dinheiro era feito de ouro e Prata; assim, a forma de reter ouro e Prata em um país era exportar o máximo e importar o mínimo, obtendo um saldo positivo na balança comercial. 

• protecionismo: incentivo ao comércio, à indústria e à marinha mercante nacionais, protegendo-os da concorrência estrangeira. Recomendava-se, por exemplo o aumento dos impostos sobre os produtos estrangeiros a fim de torná-los mais caros, favorecendo os nacionais. 

• todo comércio colonial deve ser monopólio da metrópole : as colônias deveriam começar exclusivamente com suas respectivas metrópoles. um exemplo: os habitantes de onde é hoje o Haiti (colônia) devia fornecer açúcar , algodão apenas para França (metrópole) e comprar somente dos franceses os tecidos e outros manufaturados de que necessitassem. O mercantilismo variou no tempo e no espaço . No século XVI, por exemplo, predominou o metalismo. Foi o século em que a Espanha encontrou metais preciosos na América e, pelos tesouros que acumularam em ouro e Prata foi considerada a nação mais rica da Europa naquela época. Tendo recursos vultosos para importar, os espanhóis não se preocuparam em desenvolver uma indústria própria. Assim como a Espanha e Portugal também comprava de suas colônias ou de outras metrópoles europeias aquilo de que necessitava, o que acabou contribuindo para inibir a indústria no país. Já na França da segunda metade do século XVII, época de Luís XV, adotou-se um forte  protecionismo. O governo intervinha na economia protegendo as manufaturas francesas, sobre todos os artigos de luxo (rendas, joias , porcelana), abolindo impostos sobre as exportações, aumentando os impostos sobre as importações e intensificando o controle sobre as colônias.

Luíz XIV , O Apogeu do Absolutismo na França


Na França, a centralização do poder nas mãos do rei foi um processo lento e gradual, que evoluiu em direção ao absolutismo . O auge do absolutismo francês se deu no reinado de Luís XIV (1643-1715) , que, por sua conduta à frente do governo, ficou conhecido como Rei Sol. Luís XIV tinha 5 anos incompletos quando seu pai faleceu. Diante disso, sua mãe confiou a direção do reino da França a um político experiente, O cardeal Mazzarino. Na época, a França estava envolvida na Guerra dos Trinta Anos, conflito europeu motivado por intensa rivalidade entre católicos e protestantes e por ambições territoriais. Para arcar com os custos da terra, o cardeal Mazzarino criou impostos, aumentou os já existentes (atingindo indivíduos de todos os grupos sociais) e elevou os preços dos cargos públicos que a monarquia francesa vendia para a cobrir as despesas da família real e dos nobres que viviam na corte. Esta política impopular do cardeal Mazzarino foi adotada numa época em que desemprego, fome e doenças se alastravam pela França. Em consequência explodiram revoltas, que contaram com a participação de vários grupos sociais, inclusive setores da nobreza. Nestas revoltas conhecidas como Frondas duramente reprimidas pela monarquia absolutista, que com isto, saiu ainda mais fortalecida. Em 1661, com a morte do cardeal Mazzarino, Luís XIV assumiu, ele próprio , a chefia do governo. No poder, o Rei Sol exigia dos súditos total obediência e lealdade, fiscalizava com rigor a execução de suas ordens e ocupava-se pessoalmente dos assuntos ligados ao governo. Enfim, agiu de acordo com a frase atribuída à ele e: "O estado sou eu". Por isso é considerado o melhor exemplo de soberano absolutista.

O Trabalho Dos Indígenas


Um dos meios usados para a função dos indígenas ao trabalho foi a mita, que, como vimos , era um hábito de origem inca pelo qual os camponeses tinham de trabalhar em obras do governo alguns meses por ano. Os espanhóis adaptaram as suas necessidades: exigiam que os indígenas trabalhassem nas suas minas por um determinado tempo - geralmente 4 meses- , dizendo a ele que este era um imposto devido ao governo espanhol. Em troca, esses trabalhadores (os mitayos) recebia um equivalente a um terço do salário de um trabalhador livre. Uma parte do magro salário era pago em alimentos, tecidos e bebidas alcoólicas. Muitos se viciavan  no consumo de álcool e acabou morrendo como mendingos. Outra formas de exploração do trabalho indígena na América espanhola foi a encomienda. A encomienda era o direito que a Espanha dava ao colono espanhol de explorar o trabalho de um certo número de indígenas por um certo período. Em troca, ele devia dar aos indígenas assistência material e religiosa, ou seja, alimentá-los e ensinar a religião católica. Havia uma autoridade (o juiz repartidor) que entregava os indígenas aos colonos. No começo era só por determinado tempo, depois passou a ser por tempo indeterminado. Na maioria das vezes, os colonos transferiam o direito sobre os índios para os seus filhos. A encomienda foi muito utilizada nos campos da América espanhola. Os índios cumpriam a sua parte e trabalham nas minas, plantações e fazendas de gado. Os colonos, porém, não cumpriam a sua:  milhares de índios morriam por maus-tratos, fome e sem nunca ter aprendido uma única oração. Resumindo, trabalho forçado (mita e encomienda), doenças trazidas pelos europeus (varíola, tuberculose, sarampo) e desenraizamento (indígena era forçada deixar suas raízes e adequar-se ao modo de vida do colono ) provocaram a eliminação física de milhões de indígenas na América espanhola. Muitos membros da igreja católica fizeram vista grossa aos abusos cometidos contra os ameríndios . Alguns, inclusive, usaram índios para enriquecimento próprio. Mas houve também religiosos que lutaram em defesa das populações indígenas. Um deles foi Frei Bartolomé de Las casas.

A Monarquia Inglesa


No século XII, nas Ilhas Britânicas, além do Reino da Inglaterra , havia o Reino da Escócia e os domínios dos irlandeses e dos gauleses. O fortalecimento do poder do rei da Inglaterra começou quando os normandos (habitantes da Normandia, região do norte da França) , liderados pelo duque Guilherme , invadiram e conquistaram a Inglaterra , em 1066. O duque  foi coroado Guilherme I , rei da Inglaterra, dando início ao domínio normando sobre a ilha. Dessa forma , Guilherme , apelidado de o Conquistador , que era vassalo do rei francês, acabou ligando a história da França à da Inglaterra. Guilherme I exigiu que todos os senhores feudais prestassem  juramento  de fidelidade apenas ao rei, dividiu as terras inglesas em condados e nomeou funcionários reais (os xerifes) para administrá-los ; além disso, proibiu as guerras particulares entre a nobreza . Com essas medidas , o rei Guilherme I submeteu a nobreza e deu início ao processo de fortalecimento do poder real inglês. Um parente de Guilherme I, o nobre Henrique Plantageneta , que também era da Normandia , herdou o trono da Inglaterra com o nome de Henrique II (1154-1189) . Durante seu reinado , ele estabeleceu que todas as questões seriam julgadas por tribunais reais, e não pelos da nobreza, contribuindo assim para a centralização do poder. O filho e sucessor de Henrique II , Ricardo Coração de Leão (1189-1199) , passou a maior parte de seu reinado fora de seu país. Esteve o tempo todo envolvido com a terceira cruzada e em luta contra Felipe Augusto, da França, a fim de manter os enormes feudos que os reis ingleses possuíam naquele país. Os nobres ingleses se aproveitaram da ausência do Rei para reaver parte de sua autonomia. João Sem-Terra (1199-1216), irmão de Ricardo continuava a guerra contra a França e ao ser derrotado perdeu parte dos imensos feudos que sua família tinha no território francês. Por isso o rei João ganhou esse apelido. Desprestigiado pelas derrotas e pelos constantes aumentos de impostos que autorizava para cobrir os gastos com na luta contra o rei francês Felipe Augusto (1180-1223) , João sem Terra foi obrigado pela nobreza a assinar a Magna Carta.


A Estratégia De Luís XIV


Durante seu longo reinado (54 anos), Além de usar o exército para impor sua autoridade Luís XVI procurou também atender aos interesses de importantes setores da nobreza e da burguesia. Para atrair a nobreza adotou a política de "distribuição de favores": distribuiu apreensões, presentes e empregos bem remunerados à condes, duques e barões. E, na sua corte , no palácio de Versalhes, residência oficial, abrigava e sustentava milhares de outros nobres. Para obter apoio da burguesia entregou a direção da economia a Jean B. Colbert , membro de uma importante família da burguesia e defensor dos interesses desta classe. Buscando aumentar a riqueza da França, Colbert favoreceu as exportações dos produtos franceses concedendo prêmios em dinheiro e ajuda financeira à várias manufaturas francesas e isento de impostos. Para diminuir as importações, aumentou os impostos sobre os produtos estrangeiros, dificultando sua entrada no país; buscava, com isso, obter uma balança comercial favorável. Colbert também concedeu o privilégio à companhias de comércio: grandes empresas formadas com dinheiro de particulares e,  às vezes, do próprio governo que atuavam, sobretudo, na exploração de riquezas da África, Ásia e América. No entanto, a maioria da população francesa daquela época vivia mergulhada na pobreza e  sobrecarregada de impostos. J. B Colbert estimulou a economia francesa, mas não conseguiu equilibrar as finanças do país, principalmente por causa dos gastos escandalosos da corte, das sucessivas guerras externas e da fuga de capitais, motivada pela intolerância religiosa. É que Luís XIV perseguiu os protestantes franceses (muitos deles ricos negociantes), que, por isso deixaram o país rumo à Suíça, Inglaterra ou Holanda levando consigo seus capitais. 

terça-feira, 28 de maio de 2019

Rebeliões Camponesas


Documentos da época nos informam que com a fome  e a peste muitos senhores se viram em situação econômica difícil. Então, para compensar suas perdas e continuar comprando os produtos vindos do oriente, muitos senhores aumentaram a exploração sobre os camponeses (aumento dos tributos e proibição de abandonar os feudos). Os camponeses, por sua vez, reagiam incendiando colheitas fazendo corpo mole no trabalho, fugindo para as cidades e promovendo revoltas. Duas dessas rebeliões tiveram grande repercussão na Europa: a Jacquerie , em 1358, na França , e a revolta de Watt Tyler, em 1381, na Inglaterra. A Jacquerie teve início na região de Crevil , localizada nas proximidades de Paris , e logo se espalhou pelas vizinhanças . Chegou a contar com a participação de 100.000 camponeses, que incendiaram castelos e mataram muitos nobres. Os líderes camponeses pretendiam levar a revolta para dentro de Paris. No entanto, a nobreza, mais bem armada, contra-atacou massacrando milhares de camponeses e sufocou o movimento. A revolta dos camponeses franceses durou apenas 14 dias. Os camponeses da Inglaterra foram mais bem sucedidos. A principal causa da revolta foi a cobrança abusiva de impostos entre eles ou "imposto por cabeça". Os camponeses ingleses chegaram a ocupar Londres, a capital do país. O movimento rebelde durou cerca de um mês e meio. Reunidos com o Ricardo II, os camponeses exigiram o fim das obrigações servis e dos inúmeros impostos que recaiam sobre eles. Na presença dos rebeldes, o rei concordou com as exigências feitas. Logo em seguida, no entanto, os traiu, unindo-se aos nobres e arrasando aldeias inteiras com suas tropas. Posteriormente, o rei deu perdão oficial aos rebeldes presos mais, para soltá-los, exigiu que pagasse uma indenização aos seus senhores. Temendo novas revoltas, os nobres libertaram seus servos do pagamento da corveia. Assim aos poucos a servidão foi deixando de existir na Inglaterra. No século XV estava praticamente extinta no país. A luta dos camponeses ingleses não havia sido em vão. Em várias outras partes da Europa, porém, a servidão e com ela o feudalismo continuaram a existir por muito tempo ainda.


As Cidades Se Libertam


Grande parte das cidades medievais se desenvolveu nas terras pertencentes  à um nobre, um bispo ou um  abade. Estes senhores governavam as cidades geralmente de modo autoritário: cobravam impostos abusivos, estabeleciam multas e obrigavam os moradores a trabalhar gratuitamente no conserto de pontes estradas e muralhas. Insatisfeitos com esta situação, os habitantes das cidades empenharam-se em conquistar o direito de governar sua cidade. Algumas vezes conseguiram por meio de rebeliões violentas; outras, mediante a compra da carta de franquia, documento que dava aos moradores e o direito de administrar sua cidade. Estas cartas eram garantidas pelos reis. Com a carta de franquia em mãos, os habitantes das cidades escolhiam seus próprios representantes, que eram, geralmente, comerciantes e banqueiros. Assim, com o crescimento do comércio e das cidades a burguesia foi se fortalecendo, enquanto os senhores feudais foram, aos poucos perdendo poder. As cidades medievais apresentavam muitos problemas: incêndios constantes (as casas eram de madeira), ruas tortas e mal calçadas, cheias de lixo, muitos cortiços, muita insegurança à noite por falta de iluminação, água contaminada, muitas doenças. Apesar de tudo isso, os habitantes das cidades medievais - comerciantes artesãos, taverneiros, artistas, mendingo ou prostitutas - preferia uma vida urbana à do campo. Um dos motivos era aqui na cidade tinham liberdade. É daquela época um ditado popular alemão que diz: "o ar da cidade torna o homem livre".

Fome, Doença e Medo


Entre os anos 1000 e 1300, embalada pelo crescimento da população, do comércio e das cidades, a Europa prosperou. Nas primeiras décadas do século XV, porém, algumas regiões da Europa, em particular o norte da França, foram duramente atingidos por uma crise prolongada: a produção de alimentos não acompanhou crescimento da população. Além disso, chuvas torrenciais seguidas de más colheitas inauguraram um longo período de fome que atingiu animais e pessoas. Entre 1315 e 1317, um quinto da população europeia morreu de fome e boa parte passou a viver em estado de subnutrição. A subnutrição preparou terreno para a  "grande peste", que, anos depois se propagou por toda a Europa, atingindo inclusive a Inglaterra e a Escandinávia. Entre 1347 e 1350, essa epidemia violenta provavelmente peste bubônica, matou cerca de um terço da população européia. 

A Carreira De Artesãos


Nos tempos medievais, a carreira de artesão era bastante prestigiada. O aprendiz e a morar na casa de seu mestre (oficina ficava num dos cômodos da casa) e com ele aprendia os segredos da profissão, um pouco a cada dia. Esse aprendizado durava de 2 a 7 anos. Durante esse tempo, tinha direito apenas à alimentação e a moradia. Terminando esta fase, o aprendiz fazia uma prova prática e, sendo aprovado, era promovido a oficial. Oficial já era considerado um trabalhador especializado e recebia um pagamento em dinheiro pelos seus serviços. Para seguir o ofício de alfaiate, por exemplo, o garoto começava a trabalhar com a idade de 8 ou 9 anos como aprendiz de um profissional bem mais velho e experiente, o mestre. Para tornar-se mestre, ele tinha de fazer outra prova: apresentar para um grupo de mestres um produto feito por ele e ser aprovado pelos examinadores. Trabalhando duro e economizando bastante, um oficial podia chegar a montar sua própria oficina. Outro personagem importante entre os artesãos era o supervisor da corporação, que ia de oficina em oficina fiscalizar a qualidade da matéria-prima e do produto, pesos e medidas, o preço e o modo como o trabalho era realizado.



Cocaína


A  cocaína é uma substância natural,  extraída das folhas da Erythropxylon Coca ,  uma planta encontrada exclusivamente na América do Sul. É utilizada no Brasil desde o início do século XVIII. Em épocas passadas, era muito empregada como anestésico típico em cirurgias oftalmólogicas e otorrinolaringológicas , possuindo propriedades vasoconstritoras. O uso das folhas de coca pra fazer chá é bastante comum (e legal) em alguns países de altitude elevada, como a Bolívia e o Peru. Este conta com órgão do governo, o Instituto Peruano da Coca, cuja função é controlar a qualidade das folhas vendidas no comércio. Sob a forma de chá, pouca cocaína é extraída das folhas, e menor ainda a quantidade absorvida pelos intestinos. A pouca cocaína que passa para a corrente sanguínea dessa forma é levada ao fígado, onde é metabolizada antes de chegar ao cérebro, portanto,  utilizada dessa forma, não causa prejuízos ao organismo. Quando extraído das folhas por meio de processos químicos que envolvem substâncias bastante ativas (como solventes orgânicos e ácidos e bases fortes), a cocaína se apresenta na forma de um sal, o cloridrato de cocaína, com 90% de pureza. Utilizada dessa forma (ilegal) a cocaína tem um efeito devastador sobre o organismo humano. Em termos farmacológicos a cocaína é um estimulante, provoca hiperatividade, excitação, insônia, perda da sensação de cansaço e falta de apetite. Torna os reflexos mais rápidos, embora também cause a perda de controle das atitudes. Os efeitos iniciais de bem-estar que ela provoca geram no usuário uma compulsão incontrolável para utilizar a droga repetidamente (fissura) e a aumentar cada vez mais a dose da droga na busca de efeitos mais intensos. Doses maiores, porém, geram comportamento violento e agressivo, irritabilidade, tremores e paranoia (desconfiança de tudo e de todos, sensação de estar sendo perseguido e vigiado). Às vezes também pode provocar alucinações e delírios. A esse conjunto de sintomas dá-se o nome de "psicose cocaínica". Fisicamente podem ocorrer dilatação das pupilas, que deixa a visão embaçada, dor no peito, contrações musculares, convulsões, elevação da pressão arterial, taquicardia e coma.  O uso crônico da cocaína pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, conhecida como "rabdomiólise". Doses muito elevadas podem provocar parada cardíaca por fibrilação ventricular ou morte pela diminuição de atividade de centros cerebrais que controlam a respiração. A cocaína e todos os seus derivados (pasta de coca, crack e merla) e induzem a tolerância, ou seja, com passar do tempo, usuário necessita de doses cada vez maiores da droga para sentir os efeitos de bem-estar inicial. Paralelamente à tolerância, os usuários de cocaína também  desenvolvem sensibilização , ou seja, basta uma pequena dose da droga para desencadear seus efeitos mais desagradáveis, como, por exemplo, a paranoia. Não há uma descrição padrão para síndrome de abstinência. O usuário apenas fica tomado de um grande desejo de usar a droga novamente (fissura). Ocorre que a fissura provoca o sofrimento psicológico tão grande que pode levar o usuário a tentar o suicídio caso não consiga a droga naquele momento.

Reações de Esterificação


Os ácidos carboxílicos reagem com álcool produzindo éster e água. Essa reação (de formação de Ester) é denominada esterificação. A reação inversa da esterificação, ou seja, aquela que ocorre quando um ácido reage com água formando ácido carboxílico e álcool é denominada hidrólise de Ester. Esterificação e a hidrólise, quando ocorrem em um sistema fechado entram em equilíbrio químico dinâmico, ou seja ocorrem o tempo todo interruptamente tendendo para um produto ou para outro, conforme as condições do meio. Para deslocar o equilíbrio no sentido da esterificação adiciona-se um dos reagentes em excesso ou remove-se um dos produtos à medida que ele for sendo formado. O ácido sulfúrico , um ácido forte, atua como catalisador da reação , ou seja faz com que o equilíbrio seja atingido mais rapidamente. Na reação de esterificação, o grupo hidroxila é  eliminado do ácido carboxílico e o hidrogênio é eliminado do álcool. Essa teoria foi comprovada experimentalmente com auxílio de álcool sintetizado em laboratório com o isótopo 18 do oxigênio (radioativo). Após a reação entre o oxigênio 18 proveniente do álcool foi encontrado no  éster, e não na água.



O Contador Geiger-Müller


Um dos mais antigos métodos usados para detectar radioatividade é o contador Geiger-Müller, em que se baseia no poder iniciante das emissões radioativas. Um tubo metálico é cheio de um gás, normalmente argônio, abaixa  pressão. Esse tudo tem uma janela (feita de vidro ou de plástico muito fino) por onde penetra radiação. No centro do tubo é colocado  um fio metálico rígido isolado, em geral feito de tungstênio, W(s) . O tubo metálico é ligado ao polo negativo de uma fonte de alta voltagem (cátodo), e o fio metálico central é ligado ao polo positivo (ânodo). O gás dentro do tubo normalmente não conduz corrente elétrica. Quando algum tipo de radiação, por exemplo, partículas alfa, penetra na janela do tubo, o gás sofre ionização. Os íons positivos formados migram para as paredes do tubo. Os elétrons libertados - que se deslocam mais rapidamente - são acelerados em direção ao fio central. No caminho, provocam a ionização de outros átomos do gás e libertam mais elétrons. Esses elétrons provocam no fio um pulso de corrente que é detectado pelo circuito eletrônico do contador. O pulso ativa um contador digital e, em certas modelos, aciona um alto-falante, que provoca um sinal audível.

Curtimento Vegetal


O curtimento vegetal é o mais antigo e resulta, aparentemente, de uma combinação química entre as substâncias extraídas dos vegetais e as proteínas da derme, permitindo a formação de compostos não solúveis em água e imputrescíveis. Para curtir as peles por esse processo são empregados os taninos ou substâncias tânicas extraídos de uma grande variedade de plantas. Entre as principais estão a aroeira, o barbatimão, ou quebracho, o Salgueiro e a mimosa. Embora os taninos vegetais ainda sejam muito utilizados, os taninos sintéticos vem ganhando espaço cada vez maior pois permitem, entre outras vantagens, curtir as peles mais rapidamente. As partes da planta usadas no processo extrativo também variam, podendo ser as raízes, a casca a folha ou a planta inteira conforme o vegetal empregado. No barbatimão, do qual se obteve o primeiro tanino no Brasil, a parte utilizada é a casca. Para o curtimento, as pernas são colocadas em uma série de tinas com soluções de tanino de concentrações pré-estabelecidas e crescentes de uma tina para outra. Tais concentrações são mantidas constantes, adicionando-se, pouco a pouco mais extrato tânico, à medida que se desenvolve o curtimento. Nesse processo as peles vão sendo transferidas de uma tina para outra, com solução mais concentrada. Desse modo os caninos podem difundir-se na pele por osmose até completar a penetração. O tratamento completo leva de uma a três semanas, conforme o tipo de pele. As peles de animais jovens, ou de pequeno porte, são curtidas mais rapidamente. No mesmo animal, ou tempo de curtimento pode variar conforme a parte do corpo considerada. Para acelerar o processo, podem-se colocar as peles em tambores rotativos. O movimento favorece o contato entre as peles e a solução e chega a reduzir o período de tratamento para três ou quatro dias. O curtimento vegetal é ainda muito usado, principalmente no preparo de couros destinados à fabricação de sola e correias de transmissão. Para obtenção de peles e couros finos, porém são utilizados preferencialmente o curtimento mineral ou curtimento a óleo.

Índice Glicêmico


É fato que o consumo de carboidratos refinados (arroz branco, pão branco) é nocivo porque esses carboidratos são quebrados rapidamente no intestino e se transformam em glicose (açúcar). A elevação do açúcar no sangue estimula a produção de insulina pelo pâncreas. O excesso de insulina abaixa rapidamente o nível de glicose na circulação sanguínea provocando sensação de fraqueza e muita fome. A fome pode levar ao consumo de mais carboidratos, que eleva o açúcar no sangue e estimula a produção de mais insulina, estabelecendo um ciclo vicioso que combina na compulsão alimentar, na obesidade e em suas consequências como os problemas cardiovasculares. Uma saída, nesse caso, é privilegiar o consumo de alimentos com carboidratos de baixo índice glicêmico. Um índice glicêmico indica a velocidade com que o carboidrato ingerido eleva a taxa de açúcar no sangue. Alimentos com alto índice glicêmico são os que levam rapidamente a taxa de açúcar no sangue. Alimentos com baixo índice glicêmico são os que elevam lentamente a taxa de açúcar no sangue. A tabela de índice glicêmico fornece alguns exemplos. Os valores são adimensionais e foram estabelecidos, tomando-se a glicose como base. De um modo geral , carboidratos refinados possuem índice glicêmico bem mais alto que os carboidratos integrais. Além disso, no processo de refinamento dos carboidratos grande parte das fibras alimentares são perdidas. O branqueamento da farinha de trigo e do amido refinados, por exemplo, é feito com substâncias como o cloro e o cloreto de nitrosila ou permanganato de potássio, que destrói as vitaminas e os sais minerais, originando um alimento esteticamente bonito, mas muito pobre em nutrientes. 

Propriedades dos Álcoois | Aplicações Práticas


Os monoálcoois mais importantes são o metanol e o etanol. Devido à sua toxicidade, o uso do metanol é restrito à síntese orgânica e, eventualmente, como combustível  (pode causar cegueira e até a morte quando ingerido, inalado ou absorvido pela pele). O etanol é usado como combustível, solvente, em bebidas alcoólicas (droga lícita) e na síntese de compostos orgânicos. Entre os poliálcoois, os de uso mais comum são 1, 2-etanodiol (etileno-glicol) , empregado, por exemplo, como aditivo para água de radiadores por formar com a água uma solução de ponto de ebulição maior do que 100 °C , e o propanotriol (glicerina) , empregado na fabricação de diversos produtos alimentícios, como bolos e panetones (aditivo umectante) , em cosméticos, em sabonetes e em lubrificantes. O sorbitol ou hexano-hexol é um sólido branco cristalino, de sabor doce, encontrado em diversas frutas. É usado em cosmética como sobre engordurante em xampus e como adoçante em cremes dentais. Na indústria alimentícia é usado como adoçante em alimentos dietéticos pois, apesar de conter praticamente o mesmo número de calorias que a sacarose (açúcar comum), eliminado pelo organismo antes de ser totalmente metabolizado, seu consumo excessivo tem efeito laxativo. Já o xilitol é um açúcar utilizado em balas de gomas de mascar que, além de não causar cáries, pode ajudar a evitá-los. pesquisadores da  University of Washington verificaram uma redução significativa de perda dentária em crianças tratada com um xarope a base de xilitol. Os resultados da investigação foram apresentados, no dia 7 de julho (2008), durante a 86th General Sessions of the Internacional Associativo for Dental Research , em Toronto.


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