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sábado, 2 de junho de 2018

Equações do MHS


Alguns movimentos oscilatórios e periódicos podem ser descritos por
funções trigonométricas, denominadas matematicamente de harmônicas ,
como é o caso das funções seno e cosseno. Por isso, os movimentos que
atendem a essa representação são denominados movimentos harmônicos
simples (MHS).  Para analisar o movimento harmônico simples, faremos
uso de um artifício que o associa ao movimento circular uniforme
(MCU). Assim, passaremos a considerar o movimento de um corpo com
massa m que descreve um MCU sobre uma circunferência de raio A e a
projeção desse movimento sobre o eixo x. A projeção do movimento desse
corpo em MCU sobre o eixo x resulta em um MHS. Sabendo que o eixo x
está contido no mesmo plano da circunferência e é paralelo à reta que
contém o diâmetro RR , é possível associar os dois movimentos , isto é
, enquanto o primeiro é um deslocamento (com MCU) de "R" até "R" , o
segundo movimento (com MHS) descreve a trajetória da posição da
abscissa A até  a posição de abscissa - A. Esse pode ser considerado
como o movimento de "ida" do corpo , ou seja, metade da oscilação.
Analogamente , enquanto o primeiro corpo (com MCU) se desloca de R'
até R, o segundo corpo (com MHS) se desloca da posição de abscissa - A
até a posição de abscissa A. Esse pode ser considerado o movimento de
"volta" do corpo ao ponto inicial. Outra possibilidade de interpretar
esse movimento , apesar de não a forma mais rigorosa, é considerar os
dois movimentos independentes e ocorrendo simultaneamente . Assim,
enquanto existe um corpo executando um MCU em torno da circunferência
de centro O, existe também um segundo corpo que descreve um MHS sobre
o eixo x.  Independentemente da interpretação escolhida, podemos
observar que a medida do raio da circunferência , percorrida com MCU,
é igual à amplitude do MHS. Assim, enquanto o primeiro corpo percorre
uma volta completa na circunferência , a sua projeção descreve uma
oscilação (entre A e -A) no mesmo intervalo de tempo.  Se as
oscilações ocorrem no mesmo intervalo de tempo, o período do MCU,
executado pelo primeiro corpo, é igual ao período do MHS realizado
pela projeção sobre o eixo x.


Correntes de Foucault


Durante uma parte, consideramos a corrente induzida  em condutores em
forma de fio quando submetidos a um fluxo magnético variável.
Entretanto, é possível obter correntes induzidas também de corpos
metálicos cujas dimensões são bem maiores que as de um fio condutor.
Essas correntes induzidas que aparecem em corpos metálicos devido à
variação de fluxo magnético que os atravessa são denominadas
"Correntes de Foucault". Como as dimensões dessas massas metálicas são
maiores , as trajetórias das correntes induzidas não são bem
definidas, como acontece no caso dos fios. Em outros idiomas essas
correntes têm denominações equivalentes a "corrente em rodamoinho ou
turbilhonares" por causa do formato fechado de suas trajetórias.   As
corentes de Focault são úteis na construção de fornos de indução, pois
, como a resistência elétrica nesses corpos metálicos é muito pequena
, tais correntes alcançam valores bastantes altos. Nesse tipo de
forno, o corpo metálico inserido em seu interior é submetido a
variações constantes do campo magnético. O aquecimento do corpo se dá
devido ao atrito dos elétrons (efeito Joule) , que pode chegar a
fundir a peça. Essas correntes são úteis também na construção de
balanças de precisão e de instrumentos de medição elétrica, atuando
como freios magnéticos que amortecem possíveis oscilações
indesejáveis. No desenho ao lado , temos uma placa metálica que oscila
entre as faces de um ímã. Logo ao iniciar a oscilação, a placa
metálica se detém bruscamente , devido às correntes de Foucault
nascidas na placa metálica, visto que esta é submetida a um fluxo
magnético variável enquanto oscila. Em outros casos, as correntes de
Foucault são nocivas, pois acarretam grande perda de energia. Essas
correntes desencadeiam aumento de temperatura nas peças metálicas
(dentro das quais se origem) , causando muitas vezes a destruição de
partes de aparelhos a elas submetidos. Por isso , as correntes de
Foucault são conhecidas também pelo nome de "correntes parasitas de
Foucault". Nesses casos , para minimizar o efeito das correntes de
Foucault , as peças metálicas são construídas em forma de lâminas
muito finas , sendo isoladas entre si por um esmalte especial ou por
óxido de ferro. As lâminas são dispostas paralelamente às linhas de
indução da peça, pois , com isso, aumenta-se a resistência elétrica do
conjunto e, consequentemente , diminui-se a intensidade das correntes
de Foucault.

Fusão Nuclear


Muitas pessoas dizem que o Sol é uma bola de fogo. O que estará
queimando lá, então? Na verdade nada está queimando. No Sol , bem como
em outras estrelas , está ocorrendo um processo denominado "fusão
nuclear". Fusão nuclear é a junção de núcleos pequenos formando
núcleos maiores e liberando uma quantidade muito grande de energia.
Para ocorrer fusão nuclear é necessária uma temperatura muito elevada,
pelos menos da ordem de 10 milhões de graus Celsius. O Sol é uma
imensa bola de hidrogênio onde a temperatura é suficiente para que
ocorra a fusão dos átomos de hidrogênio, formando átomos mais pesados
e liberando a energia que chega até nós na forma de luz e calor .  A
energia liberada na reação de fusão é bem maior do que na fissão
nuclear .  Aproveitar a energia da fusão nuclear em usinas seria
extremamente vantajoso, pois o hidrogênio pode ser obtido a partir da
água do mar a baixo custo, o rendimento energético da fusão é alto e o
lixo resultante é bem menos perigoso que o lixo da fissão, contendo
apenas um nuclídeo radioativo , o trítio . No entanto , ainda não foi
desenvolvida tecnologia para aproveitamento controlado da energia
liberada na fusão. Fusão nuclear é a reação que ocorre quando uma
bomba de hidrogênio (bomba H) explode. No entanto, para que a fusão
ocorra , é necessária uma altíssima temperatura , que é conseguida
através da explosão de uma bomba atômica , que funciona como detonador
da bomba H. Estima-se que mais de duzentas explosões nucleares já
aconteceram por todo o planeta , como parte dos chamados testes
nucleares. O lixo atômico produzido num desses eventos é espalhado
pelo vento, pela água e pelos seres vivos (através das cadeias
alimentares). A arma mais potente já detonada tinha 58 megatons e foi
testada pela União Soviética em 30 de outubro de 1981 (um megaton
equivale em poder destrutivo a um milhão de toneladas de TNT.) a
poeira e as cinzas lançadas na atmosfera sob a forma de "cogumelo
atômico" podem subir além da camada das nuvens e, dessa maneira ,
permanecer meses em suspensão antes de descer sob a ação do próprio
peso. Essas partículas absorvem a passagem dos raios solares.

Campo Magnético E Matéria

Vimos que o campo magnético é associado ao movimento das cargas
elétricas e , de fato , o movimento dos elétrons é usado para explicar
as propriedades magnéticas da matéria. Da mesma forma que uma corrente
elétrica em uma espira circular gera um campo magnético em suas
proximidades, o movimento do elétron em órbita do núcleo de um átomo
cria um campo magnético. Os átomos , por apresentarem polos magnéticos
, comportam-se como pequenos ímãs , que são denominados ímãs
elementares. O elétron e todas as outras partículas que compõem a
matéria possuem uma outra característica que recebe o nome de spin,
"giro" ou " rodopio" em português. Seria algo análogo a um movimento
de rotação em torno de si mesmo. Esse movimento de rotação da carga
elétrica criaria um campo magnético. Entretanto, a Mecânica Quântica
demonstrou que essa interpretação não é correta e atualmente se admite
um campo magnético intrínseco da carga. Os spins de dois elétrons de
uma mesma camada da eletrosfera de um átomo, de modo geral, são
orientados em direções opostas, tendendo a formar pares e neutralizar
o campo magnético da amostra da substância. Do mesmo modo, considere
um átomo em que um elétron gira ao redor de seu núcleo. Caso exista
outro átomo próximo a ele , orientado inversamente ao primeiro, também
ocorrerá a anulação do campo magnético. Dessa forma , o campo
magnético de um átomo é determinado pela interação dos campos
magnéticos gerados pelo movimento orbital do elétron e de seu spin.
Vale a pena lembrar que essa descrição que apresentamos é chamada de
modelo clássico , pois não remete a nenhum conceito da Física Quântica
, necessária para a interpretação formal do magnetismo da matéria. Nos
materiais em geral, os átomos e elétrons que compõem o corpo se
distribuem de tal maneira que o campo magnético líquido ou total da
amostra é nulo. Isso é explicado pelo fato de não haver uma direção
preferencial para a orientação dos campos magnéticos elementares
dessas partículas, bem como pela constante agitação térmica. Segundo
suas propriedades magnéticas , as substâncias dividem-se em três
grupos: Substâncias Diamagnéticas, Paramagnéticas e Ferromagnéticas.

Qual É A Diferença Entre Pilhas Comuns E Alcalinas?


Enquanto a pilha tem em seu interior uma substância chamada cloreto
de amônio, a pilha alcalina utiliza hidróxido de potássio , que é uma
substância alcalina, derivado daí seu nome. Em síntese , o princípio
de funcionamento das pilhas, tanto de uma como da outra , é converter
energia química em energia elétrica.  Pilhas Comuns: Observando
detalhadamente a constituição de uma pilha comum, notamos que a sua
parte mais externa (envoltório) é constituída de zindo, sendo
frequentemente recoberta com papelão ou plástico , para evitar
vazamento. O recipiente interno é preenchido com uma pasta úmida,
constituída por alguns sais e dióxido de manganês , havendo , na parte
central, um bastão de carbono (grafite). O polo negativo é o zindo e o
polo positivo , o carbono. Ao ligarmos externamente os polos positivo
e negativo , os elétrons liberados pelo zinco , por meio de reação
química , percorrem o circuito externo, migrando para o carbono, que
está em contato com o dióxido de manganês. Devido a essas reações
químicas, é gerada uma diferença de potencial elétrico e, dessa forma
, energia elétrica. Quando comparada à alcalina , a pilha comum
apresenta como principal diferença de potencial elétrico e, dessa
forma , energia elétrica. Quando comparada à alcalina , a pilha comum
apresenta como principal desvantagem as reações paralelas que ocorrem
durante o seu período de armazenamento. Para diminuir esse efeito ,
muitos fabricantes misturam pequenas quantidades de sais de mercúrio
ao eletrólito , além de outros aditivos. Esses aditivos provocam a
diminuição  da velocidade de oxidação do zinco metálico , reduzindo o
desprendimento de hidrogênio e, consequentemente , a pressão interna
das pilhas , o que minimiza os vazamentos. Pilhas Alcalinas - A Pilha
alcalina também gera energia elétrica por meio de um processo
semelhante , porém o hidróxido de sódio (ou potássio) facilita a
migração dos elétrons , fazendo com que esse tipo de pilha seja mais
econômico - rendimento cerca de quatro vezes superior ao da pilha
comum. Além disso, as pilhas alcalinas não sofrem reações paralelas
durante o período de armazenamento , podendo ser guardadas por até
quatro anos e matando cerca de 80% de sua capacidade original.

Getúlio Vargas

Eleito com 48,7% dos votos , Vargas teve sua posse contestada pela
UDN, que alegava ser necessário uma votação superior a 50%. Grande
parte do PSD abandonara a candidatura de Cristiano Machado e aderira a
Vargas. Importantes jornais , como o Estado de S. Paulo , O Globo e
Tribuna da Imprensa , estampavam advertências e intimidações contra o
novo presidente . Apesar das ameaças golpistas, Vargas tomou posse em
janeiro de 1951. O velho voltava ao poder , dessa vez , nos braços dos
eleitores. Prometera à nação que a classe trabalhadora subiria com ele
as escadas do Palácio do Catete. O governo Vargas (1951-1954) pode ser
dividido em duas fases . Na  primeira , de 1951 a 1953, procurou
estabilizar a economia , detendo a inflação e equilibrando as finanças
públicas. Com um ministério conservador , com nítida maioria do PSD e
até um representante 12% em 1951 , 13% em 1952 e 21% em 1953. Apesar
disso, o PIB (Produto Interno Bruto) continuou seu crescimento , que
foi de 4,9% no ano de 1951 e de 7,3 % em 1952. A adoção da receita
liberal , que previa a diminuição da intervenção do Estado na economia
, o corte de gastos públicos e a maior participação do capital
estrangeiro da intervenção do Estado na economia , o corte de gastos
públicos e a maior participação do capital estrangeiro déficit de U$$
286 milhões , em sua balança de pagamentos em 1952, que provocou o
esgotamento de suas reservas financeiras e atrasos na quitação de suas
dívidas. Em resumo, o Brasil precisava encontrar meios de atrair
capitais estrangeiros e conter a fuga de divisas. Em janeiro de 1952,
o governo baixou um decreto que limitava em 10% a remessa de lucros
que as empresas estrangeiras obtinham em suas atividades no país.
Ainda nesse  período , dois acontecimentos internacionais afetaram a
economia brasileira. Em 1951, os Estados Unidos envolveram-se na
Guerra da Coréia , procurando deter o avanço comunista no continente
asiático. Apesar das insistentes pressões diplomáticas , o Brasil
manteve uma posição de relativa autonomia , recusando-se a enviar
tropas para a região. No início de 1953, o general Eisenhower assumiu
a presidência dos Estados Unidos. Representante do conservador Partido
Republicano, sua eleição acompanhava o acirramento da Guerra Fria e
trouxe alterações no tratamento dispensado ao governo Vargas. Alegando
necessidade de contenção de gastos , o governo norte-americano cortava
uma série de financiamentos que deveriam ser realizados no Brasil. De
certa forma era uma retaliação pela não-participação brasileira na
Guerra da Coréia. A partir desse momento ocorreu uma virada
nacionalista no país . O programa de desenvolvimento nacional, tão
alardeado durante a campanha eleitoral , seria implementado nessa
segunda fase do governo Vargas, que estava começando. A política
econômica visava claramente a defesa das riquezas nacionais e
investimentos em setores estratégicos, principalmente energia e
siderurgia. Ao mesmo tempo, falava-se em combater a inflação por meio
de medidas rigorosas contra especuladores e grupos empresariais que
monopolizavam determinados setores da economia. A política
nacionalista , apesar de apontar para a independência e a soberania
nacionais , via-se limitada pela conjuntura internacional. Ao
contrário dos tempos da Segunda Guerra , não havia grandes margens de
manobra nas negociações com os Estados Unidos , e um rompimento com a
principal potência capitalista seria uma aventura leviana. Por outro
lado, para financiar o desenvolvimento do país era necessário atrair
capitais estrangeiros. Mesmo assim, o governo manteve o crédito a
setores empresariais e passou a investir fortemente em infraestrutura
e energia , visando a acelerar a industrialização do país. Em 1953,
criou a Petrobras, empresa que deteria o monopólio do refino e da
exploração de petróleo , fundamental , no entender dos nacionalistas ,
para a soberania do Brasil. Esses gastos públicos, somados ao aumento
da circulação monetária no país, mantiveram elevados os índices
inflacionários. Ainda no mesmo ano, Vargas promoveu um verdadeiro
confisco nos lucros dos exportadores de café, recolhendo uma parte de
suas receitas para financiar outros setores da economia. Os
cafeicultores mostraram-se desapontados. Apesar de tantos anos de
política de valorização do café , de investimentos e de compra e
queima de estoques excedentes , acostumaram-se a socializar apenas as
perdas, jamais os lucros. Uma política de elevação dos preços do café
no mercado externo, num contexto de aumento da procura do produto ,
provocou fortes reações nos Estados Unidos, tornando ainda mais
difíceis as relações entre os dois países. Enquanto isso, as greves
operárias tornavam-se cada vez mais frequentes em função das profundas
perdas salariais. E os comunistas mantinham-se na oposição.


De Volta Ao Começo

O ser humano desenvolveu diversos meios para obter , armazenar e
utilizar a energia elétrica , principalmente para a realização de
trabalho e para a melhoria de conforto. Uma das formas de se
aproveitar a energia elétrica é por meio de pilhas e baterias. Os
experimentos do estudioso italiano Luigi Galvani (1737-1798)
influenciaram o físico , também italiano, Alessandro Volta
(1745-1827), que acabou construindo a primeira pilha elétrica. A pilha
de Volta transforma a energia química em energia elétrica . Com o
passar do tempo, os experimentos  em eletricidade foram sendo
intensificados, o que possibilitou a obtenção de correntes mais
estáveis e intensas. Atualmente , a aplicação das pilhas e baterias na
área de Ciência e Tecnologia é muito grande , sendo usadas desde em
uma simples lanterna até em naves espaciais. Vale lembrar que nossas
residências e locais de convívio estão repletos de aparelhos , como
computadores , celulares , rádios e redes elétricas em que pilhas e
baterias são utilizadas. Entretanto,  a maneira mais eficiente que o
ser humano encontrou para a produção de energia elétrica foi por meio
de usinas geradoras. No Brasil, o principal tipo de usina utilizada é
a hidrelétrica , mas existem usinas que aproveitam a energia  elétrica
foi por meio de usinas geradoras. No Brasil, o principal tipo de usina
utilizada é a hidrelétrica , mas existem  usinas que aproveitam a
energia química (queima de combustível fóssil) e outras que usam a
energia nuclear. Os geradores utilizados nessas usinas são capazes de
produzir energia elétrica em larga escala, que é transmitida até
indústrias, comércio, residências , entre outros. Assim, os geradores
são imprecindíveis para o mundo atual , possibilitando diversas de
nossas atividades cotidianas. Observando a história recente da humanidade , podemos entender por que
muitos se opõem ao uso da energia nuclear. Neste parte , vimos
diversas situações em que o uso da energia nuclear levou a muita
destruição  e a muito sofrimento: as cidades de Hiroshima e Nagasaki,
arrasadas por bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial ; o acidente
ocorrido na usina termonuclear de Chernobyl,  que provocou mortes,
além de contaminação radioativa ; e o desastre ocorrido em Goiânia ,
provocado pelo descarte inadequado de lixo atômico. Apesar disso , a
energia nuclear também deu contribuições muito positivas para a
humanidade. Aproximadamente 20% da energia elétrica mundial é gerada
por usinas termonucleares. A medicina também faz uso dessa energia
para tratar , por exemplo, o câncer, uma doença que causa grande
sofrimento e, frequentemente , é letal. Várias industrias e algumas
áreas de pesquisas dependem do uso da energia nuclear para seu
funcionamento. Além disso, como o equilíbrio ambiental é fundamental
para a sobrevivência dos seres vivos, incluindo os seres humanos,
devemos levar em conta que as usinas nucleares são consideradas menos
poluentes do que as termoelétricas que usam carvão (apesar do lixo
atômico e da poluição térmica , isto é , do descarte de água a elevada
temperatura para o ambiente).  Para formar uma opinião crítica a
respeito da energia nuclear e do uso do conhecimento científico, é
importante aprender com as experiências já vividas pela humanidade,
tanto as boas quanto as desastrosas. Como cidadãos, devemos
desenvolver em nós mesmos a capacidade de analisar de forma crítica
tudo o que acontece à nossa volta. Isso exige que prestemos atenção
não apenas aos fatos que podem ser mensurados , como índices e
tabelas, mas também que levemos em conta aquilo que é mais difícil de
ser medido, com os sentimentos das pessoas e os impactos sobre o
equilíbrio ambiental, por exemplo. Dessa forma , poderemos nos
organizar socialmente , para opinar e interferir nas decisões sobre o
uso tecnológico do conhecimento científico. O uso da energia nuclear ,
bem como o de todos os conhecimentos científicos, precisa ser
discutido de forma crítica pela sociedade como um todo.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Vetor Campo Magnético


Cada ponto de um campo magnético é caracterizado pelo vetor campo
magnético B , tendo módulo, direção e sentido específicos. Para se
determinar a direção do vetor B em um ponto do campo magnético,
deve-se colocar nesse ponto uma agulha magnética que definirá a
direção de B quando ela estiver em equilíbrio. O sentido de B será
indicado  pelo norte da agulha magnética, isso porque as agulhas
tendem a se manter alinhadas com o campo magnético da região em que
estão. A intensidade de vetor campo elétrico depende da fonte , mas no
Sistema Internacional , SI , a unidade de medida é o tesla ,
representado pelo símbolo T, nome dado em homenagem a Nicola Tesla
(1856-1943). Lembre-se de que polos contrários se atraem. Isso
significa que o polo norte da agulha é atraído pelo polo sul de um ímã
próximo a ele, por exemplo.  Para o campo magnético , também podemos
traçar as linhas de campo* , isto é , linhas que tangenciam o vetor B
em cada ponto desse campo. A orientação dessas linhas segue a do vetor
campo magnético. Acompanhe o desenvolvimento a seguir para a
construção das linhas de campo em um ímã de barra colocado na
horizontal. Costuma-se dizer que as linhas de campo vão do polo norte
para o sul do ímã , isto é , "nascem" no polo norte e "morrem" no polo
sul, se considerarmos a região exterior do ímã. Entretanto , com as
linhas do campo magnético são fechadas , elas atravessam no interior
do ímã, e , nessa região, sua orientação é do polo sul para o polo
norte. Nas proximidades dos polos norte e sul do ímã, a concentração
das linhas de campo (densidade de linhas) é maior e indica que nesses
pontos e intensidade do campo magnético é maior.  Note também que as
linhas de campo que não se cruzam , pois se isso acontecesse haveria
mais de uma orientação para o vetor B , o que é impossível de
acontecer.
*Para a descrição do campo magnético , temos duas grandezas vetoriais
- o vetor campo magnético e o vetor indução magnética. Embora o vetor
indução magnética não seja objeto do nosso estudo neste momento, é
importante destacar que , atualmente , os físicos preferem denominar B
o vetor campo magnético e H o vetor indução magnética. Porém, não foi
sempre assim. Os estudos iniciais, que introduzem o conceito de campo
- ainda no século XIX- , revelam outra representação . Aqueles textos
, que ainda servem de referência para alguns físicos , consideravam o
campo H como campo magnético e o campo B como indução magnética ,
enquanto as linhas de campo eram denominadas linhas de indução
magnética.

O Âmbar E Os Fenômenos Elétricos

O estudo dos fenômenos elétricos tem registros históricos que nos
remetem à antiga Grécia. Provavelmente teriam vindo daí as primeiras
observações sobre esses fenômenos. Os gregos antigos perceberam que
uma espécie de resina das árvores , o âmbar (em grego : elektron), ao
ser atritada com pedaços de pele animal, passava a atrair pequenos
corpos (plumas, palha). Durante muito tempo, essa propriedade foi
atribuída unicamente ao âmbar. Porém, vários cientistas se dedicarem
aos estudos desses fenômenos e contribuíram significativamente para
desenvolver o conhecimento sobre a Eletricidade. No século XVI, o
inglês William Gilbert (1544-1603) registrou , em seu livro De Magnete
, suas pesquisas e , entre elas , faziam referência ao âmbar. Segundo
ele , outros materiais , além do âmbar , ao serem atritados
apresentavam semelhante fenômeno elétrico.  Sua explicação para esse
fato era a de que , ao serem friccionados , tais materiais
possibilitavam a passagem de um fluído elétrico de um corpo para o
outro, tornando eletrizado o corpo que o recebesse.  Entre seus
experimentos há também referências e ilustrações que identificam o
corpo humano com um condutor de corrente elétrica. Outro inglês,
Stephen Gray (1670-1736) , constatou que os corpos poderiam ser
eletrizados de outra forma além do atrito . Por meio de experimentos ,
comprovou que um corpo X eletrizado , possibilitava a este atrair
pequenos corpos. Isso evidenciou a passagem do suposto fluido elétrico
pelo fio. Essa foi ca concepção embrionária do que viria a ser
entendido como carga elétrica (ou portadores de carga) e material
condutor ou isolante. Outra contribuição importante foi dada pelo
francês Charles François de Cisternay Du Fay (1698-1739) . Em seus
experimentos , ele percebeu que duas barras de âmbar atritadas com uma
pele se repeliam quando aproximadas. Repetiu esse procedimento com
duas barras de vidro atritadas com seda e constatou que elas também se
repeliam. Porém , quando aproximou a barra de âmbar da barra de vidro,
notou que elas se atraíam. Du Fay chamou a "eletricidade" encontrada
no âmbar de resinosa e aquela encontrada no vidro de vítrea. Esse
experimento e a divisão de tipos de "eletricidade" levaram à
elaboração do conceito de atração e repulsão das cargas elétricas como
entendemos hoje . As expressões eletricidade resinosa e eletricidade
vítrea seriam mais tarde denominadas por Benjamin Franklin (1706-1790)
eletricidade negativa e eletricidade positiva.

A Crise Política


Pressionado à direita pelos setores conservadores e à esquerda pelo
movimento operário , Vargas procurava impor-se como árbitro dos
conflitos sociais e conciliar forças opostas e contraditórias , como
já havia feito por ocasião do Estado Novo. No entanto, com a
democracia instaurada e sem a censura , a situação era mais complexa.
Quando reprimia a ação de grevistas , Vargas perdia apoios no interior
do movimento operário e fornecia argumentos aos comunistas, que o
acusavam de ser um representante da burguesia e um instrumento do
imperialismo norte-americano.  Quando tentava atender parcialmente às
reivindicações dos trabalhadores , provocava a ira dos udenistas e dos
setores mais conservadores das Forças Armadas. A delicada situação
exigia medidas drásticas. Vargas , que havia recorrido às massas
urbanas para se eleger , alterou , então, o perfil político de seu
ministério.  Nomeou, para a pasta do trabalho, João Goulart , jovem
político do PTB e fazendeiro do Rio Grande do Sul, que logo se
destacou como habilidoso negociador com a classe operária. Para a
oposição , no entanto, Jango , como era conhecido , encarnava o
radicalismo subversivo. Permitindo a ação sindical dos comunistas e
dialogando com o movimento operário, Jango firmou-se como um líder
muito próximo da classe trabalhadora. Seus adversários acusavam-no de
querer organizar uma república sindicalista no país, atraindo o
proletariado com medidas demagógicas.  No início de 1954 , Jango fo
encarregado de estabelecer um reajuste para o salário mínimo.  Em meio
a greves operárias e manifestos de militares descontentes com os
soldos, o ministro anunciou um aumento de 100% , justificando : "Não
são os salários que elevam o custo de vida ; pelo contrário, a alta do
custo de vida é que exige salários mais altos " . Foi destituído no
mesmo dia. Apesar dos protestos da oposição, Vargas manteve o aumento
do salário mínimo, anunciando-o à classe trabalhadora em 1¤ de maio de
1954: "Como cidadãos a vossa vontade pesará nas urnas. Como classe ,
podeis imprimir ao vosso sufrágio a força decisória do número.
Constituí a maioria. Hoje estatais com o governo. Amanhã sereis o
governo". Parecia que a classe operária subia as escadarias do Catete
nos braças do presidente. Era o inverso , Vargas estava descendo.  A
essa altura a oposição a Getúlio era feroz. E ampla. Comunista,
militares anticomunistas, UDN , industriais, banqueiros , a maior
parte da imprensa e , evidentemente , o governo norte-americano. A
direita , liderada por Carlos Lacerda, propunha a destituição de
Vargas , a reforma das instituições políticas e o combate ao
populismo. Denunciava , seguidamente , casos de favorecimento ,
empreguismo e corrupção. Segundo o líder udenista , o governo no
estava naufragando num verdadeiro "mar de lama". O elevado tom das
críticas udenistas precipitou a tempestade. Na madrugada de 5 de
agosto de 1954, Carlos Lacerda sofreu um atentado na rua Tonelero, no
Rio de Janeiro. Mas o tiro atingiu e matou Rubens Vaz, major da
Aeronáutica que o acompanhava. A oposição tinha agora uma vítima , um
crime , a revolta militar e toda a atenção do país voltada para os
bombásticos pronunciamentos de Carlos Lacerda. Faltava descobrir o
criminoso.  Por iniciativa da Aeronáutica, foi montado o esquema de
investigação na base aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. A República
do Galeão, como ficou conhecida a base durante o episódio, tornou-se o
poder paralelo do país durante alguns dias. Preso o pistoleiro, logo
se chegou ao mandante do crime : Gregório Fortunado, fiel servidor de
Vargas , chefe da guarda presidencial, conhecido como o Anjo Negro.
Diante da gravidade da situação , 27 generais assinaram um manifesto à
nação , exigindo a renúncia do presidente.  Nas ruas a indignação
tomava conta do semblante da população. Na imprensa os ataques contra
Getúlio eram incessantes. Nunca antes o mar das pressões populistas
havia sido tão revolto. Mar  tormentoso.  No momento de menor
prestígio popular , no momento íntimo de sua trajetória política,
desacreditado pela imensa maioria da nação brasileira , acuado pela
ação da oposição e abandonado por inúmeros de seus companheiros e
seguidores, Vargas conseguiu reverter a situação. Com um tiro no
próprio peito, o presidente deixava o governo, mas se mantinha vivo no
poder. Anunciada sua morte , multidões de trabalhadores em fúria
tomaram as ruas das principais cidades brasileiras. As sedes dos
jornais , das emissoras e dos partidos oposicionistas foram
depredadas. Queimaram-se bandeiras norte-americanas. Exemplares do
jornal "Última Hora" , francamente getulista , circulavam  de mão em
mão. Pelo rádio , repetia-se incessantemente o texto de
carta-testamento encontrada ao lado do corpo do presidente. A
dramaticidade do suicídio e a derradeira cena do grande espetáculo do
líder populista resumiam-se claramente no seu último parágrafo:

"Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do
povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio , as infâmias , a calúnia
não abateram meu ânimo . Eu vos deu a minha vida. Agora vos ofereço a
minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho
da eternidade e saio da vida para entrar na História".

Por Que Empinar Pipas Longe Da Rede Elétrica?

A pipa , também conhecida como quadrado, papagaio, pandorga ,
barrilete e muitos outros nomes , dependendo da região, é uma velha
conhecida entre as brincadeiras infantis. Além de nos estimular a
criatividade no ato de construí-las , as pipas fazem acrobacias e dão
um colorido todo especial ao céu. Todos já nos sentimos atraídos por
elas e , com maior ou menor sucesso, já tentamos empinar uma delas.
Mas, para evitar que uma brincadeira tão alegre se transforme numa
possível tragédia, alguns cuidados devem ser tomados. Para que
tenhamos segurança , é importante que essa brincadeira aconteça em
lugares abertos e sem rede elétrica por perto, como parques , praias ,
campos de futebol e áreas mais afastadas de centros urbanos. Os
cuidados em relação à proximidade dos cabos elétricos para garantir
que essa brincadeira seja segura , considerando que os acidentes podem
ocorrer enquanto a criança empina a pipa ou quando tenta recuperá-la
da rede elétrica.  Se enroscadas em postes , transformadores e cabos
elétricos , as pipas podem provocar curtos-circuitos e acionamento de
chaves e disjuntores para proteção de equipamentos instalados junto à
rede elétrica , com a consequente interrupção de eletricidade. Além de
provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica , a pipa
quando empinada próxima à rede elétrica pode representar um perigo
iminente para a criança , ocasionando acidentes que causam lesões
graves , como queimaduras , e até mesmo a morte. O uso de cerol
(mistura de cola e pó de vidro usada na linha que segura a pipa)
potencializa ainda mais os riscos , pois essa mistura pode cortar a
proteção de borracha que reveste os fios de alumínio ou de cobre ,
deixando a linha em contato direto com a corrente elétrica. Outro fato
interessante  e curioso em que você pode pensar é "como os pássaros
que pousam sobre os fios elétricos não são eletrocutados".  Eles não
são eletrocutados porque não há passagem da corrente elétrica  pelo
pássaro, principalmente por dois motivos : primeiro porque, em geral,
a proteção plástica (capa) é suficiente para isolar o contato elétrico
do pé do pássaro com o fio ; o segundo, porque não há diferença de
potencial . O potencial ao longo do fio  ideal é praticamente o mesmo,
visto que um bom condutor tem todos os seus pontos submetidos ao mesmo
potencial. Nesse caso, para o pássaro , ou mesmo para nós, levar um
choque elétrico, é preciso haver diferença de potencial , isto é ,
contato com o fio e também contato com outro potencial elétrico ao
mesmo tempo. Isso pode ocorrer com os pássaros se eles encontrarem em
dois fios ao mesmo tempo e conosco se encostarmos em um fio e no chão
ao mesmo tempo. Nesses casos o choque pode ser mortal para ambos. Por
último, devemos considerar que  os fios não são ideais e que, por
isso, pode haver uma diferença de potencial entre seus vários pontos.
Como a distância entre os pés do pássaro é muito pequena , eles não
fecham um circuito  , pois estão aproximadamente no mesmo potencial
elétrico. Sendo o corpo da aves mais resistivo que o fio, a corrente
continua passando por este. Se segurarmos um fio em pontos distantes ,
nossas mãos poderão estar separadas o  suficiente  para fechar um
circuito , isto é , elas podem estar em pontos do fio com diferentes
potenciais e, com isso, parte da corrente percorrerá nosso corpo.
Nesse caso, quanto maior separação de nossas mãos, maior o choque que
lavaremos.

A Classe Operária Vai Ao Paraíso ?


A cidade do Rio de Janeiro contava com cerca de 1 milhão de habitantes
em 1910 , quase o dobro da população da cidade de São Paulo na mesma
época. Seu crescimento acelerado não ocorreu , todavia, de forma
súbita. Desde o início do século XIX, com a chegada da família real
portuguesa e , posteriormente , como sede da Monarquia brasileira , o
Rio manteve-se como a maior cidade do país. Capital política ,
cultural e econômica , teve nos anos republicanos o período mais
agitado da sua história. Com a abolição , muitos ex-escravos
engrossaram a população carioca , que receberia ainda uma vasta leva
de imigrantes , principalmente portugueses , ao longo de todo o
período oligárquico. Apesar de - ao contrário de São Paulo - Quase a
metade de sua população ser natural da cidade no início do século XX,
havia também certo desconforto com relação à maioria de seus
habitantes. Mas não eram apenas os eventuais sotaques estrangeiros que
causavam temores às classes abastadas.  A refinada elite carioca , que
em 1897 assistira ao desfile de José do Patrocínio em um automóvel
movido a vapor e tinha lembranças do requinte imperial, de seu
convívio com as maiores autoridades da República , não se reconhecia
em sua cidade. Com exceção de seus confortáveis palacetes de Botafogo
e Laranjeiras , um pouco afastados do centro , a cidade era cortada
por ruas estreitas e vielas , onde se erguiam  prédios e casas velhas
, imensos cortiços que podiam abrigar milhares de pessoas, estalagens
, inúmeras casas de comércio e , pouco a pouco, subindo os morros ,
amontoados de barracos formando as primeiras favelas. Para piorar ,
havia as áreas pantanosas , que provocavam constantes epidemias de
febre tifoide, varíola e febre amarela.  Uma completa reformulação da
cidade foi concebida para torná-la agradável para sua elite e
semelhantes às metrópoles europeias. Modernizar o porto , abrir largas
avenidas , erradicar as doenças , derrubar os cortiços e ,
principalmente , empurrar para longe a população pobre, rude e mestiça
, eram os desejos da população elegante do Rio de Janeiro. O
presidente Rodrigues Alves (1902-1904) empreendeu a remodelação tão
desejada pela elite carioca. Os cortiços foram derrubados , dando
lugar a belíssimas praças , charmosos jardins , largas avenidas e
vistosos palacetes. Saneamento , limpeza pública e pavimentação
completaram a reurbanização levada a cabo pelo engenheiro Pereira
Passos, colocando a cidade à altura da exuberante natureza que a
circulava . Seus abastados habitantes não se envergonhariam mais
diante dos visitantes estrangeiros. O Rio estava no caminho de se
tornar a "cidade maravilhosa".  O resultado imediato, além do
embelezamento da cidade , foi a deterioração ainda maior das condições
de vida dos trabalhadores. O preço dos aluguéis subiu e a população
mais pobre foi removida do centro para áreas mais distantes. A
ocupação dos morros com barracos tornou-se mais frequente.

Políticas Econômicas

 A partir do governo de Prudente de Morais (1894-1898) , com a
hegemonia paulista sobre o governo federal, a política econômica
brasileira tendeu a voltar-se para os interesses da cafeicultura. No
entanto, em momentos de crise e pressões externas , os governantes
paulistas foram obrigados a adotar medidas que sacrificavam  alguns
setores da produção cafeeira. O aumento da dívida externa brasileira ,
a desvalorização da moeda no mercado internacional e a inflação
galopante provocaram a primeira crise , logo nos primeiros anos da
República. Em 1898, no início do governo de Campos Sales , era firmado
o funding-loan , acordo que estipulava o pagamento da dívida externa
brasileira em um prazo de 63 anos, com início programado para 1911, o
governo comprometia-se a retirar papel-moeda de circulação , de forma
a provocar a queda da inflação e promover uma ampla redução nos gastos
públicos , com demissões de funcionários, paralisação de obras
públicas e novos impostos sobre a população. Além disso, deixava como
garantia aos credores as receitas da alfândega do Rio de Janeiro. O
funding-loan representava uma mudança nos rumos indicados pelo
Encilhamento. Como resultado ocorreram falências bancárias ,
diminuição no ritmo de crescimento industrial verificado até então,
achatamento salarial, aumento do desemprego e sensível queda do nível
de vida dos operários. O reequilíbrio das contas públicas também
significou perdas para o setor cafeeiro. As exportações de café eram
pagas em moeda estrangeira por compradores internacionais. Assim , com
a moeda nacional desvalorizada, no momento da conversão cambial, ou
seja, na hora de trocar a moeda estrangeira pelo dinheiro do Brasil, o
exportador adquiria maior volume das novas medidas
governamentais e com a valorização dmonetário e , consequentemente ,
mantinha sua margem de lucro. A partir a moeda nacional, os cafeicultores
passaram a adquirir menor volume de maior circulante nas transações
cambiais. Perdiam-se em termos econômicos , mas mantinham-se no
comando do país. O exercício do poder federal tinha seu preço, e o
Estado Nacional , certa autonomia em relação à sua classe dominante.
Quando as crises não ameaçavam , o governo manipulava as taxas de
câmbio , desvalorizando a moeda nacional. Era uma forma de garantir a
lucratividade do setor cafeiro, mesmo em momentos de queda do preço do
produto no mercado internacional. Era uma verdadeira política de
socialização das perdas : a desvalorização aumentava o preço dos
produtos estrangeiros e, consequentemente, o custo de vida de toda a
população, uma vez que boa parte dos produtos consumidos à época eram
importados. Ao mesmo tempo estimulava-se a produção da indústria
nacional, cujas mercadorias tornavam-se mais competitivas. Além da
desvalorização cambial, os governantes dos estados de São Paulo, Minas
Gerais e Rio de Janeiro firmaram , em 1905 , o Convênio de Taubaté ,
em que procuravam preservar os lucros dos fazendeiros em épocas de
superprodução do café. Pelo acordo , os presidentes dos estados
comprometiam-se a comprar parte da produção, evidentemente com
dinheiro público, e  estocá-la para vendê-la quando o mercado se
mostrasse favorável, e até queimá-la se fosse necessário, diminuindo a
oferta do produto no mercado e elevando seu preço. Não estava no
horizonte da elite governante uma socialização dos lucros quando o
café tivesse seu preço elevado no mercado mundial. Distribuição de
renda nuncia foi a tônica das políticas econômicas nacionais.

O Coronelismo


A marginalização da maior parte da sociedade brasileira foi garantida
pelas condições restritivas que regulamentavam o direito à
participação nas eleições. O pequeno percentual da população que tinha
direito ao voto, elemento básico da representação democrática , ainda
sofria as coações de um fenômeno brasileiro denominado coronelismo.
Típico das áreas rurais , decorrente da concentração de grandes
extensões de terras nas mãos de poucos fazendeiros que exerciam a
chefia política local desde o regime monárquico. O coronelismo
garantia o controle sobre o voto da população de determinadas
localidades . Os coronéis  detinham verdadeiros "currais eleitorais".
Era o voto do cabresto, assim chamado porque , não raro, o coronel
recorria à violência para obrigar o eleitor a votar em seu candidato.
O coronel, uma alusão à patente dos membros da Guarda Nacional do
Império, exercia seu poder sobre a máquina administrativa dos
municípios e geralmente oferecia benefícios à população mais pobre.
Com empregos públicos e privados , distribuição de alimentos ,
benfeitorias públicas , encaminhamentos médicos, doações e outras
concessões ele angariava a simpatia e o prestígio de seus afilhados.
Quando isso era possível ou desejável , o uso da força e de
intimidações conferia a obediência devida a esses poderosos. Como na
época da Monarquia , a ideologia do favor e o clientelismo continuavam
presentes. O poder público era apropriado de forma privada pelos
grupos dominantes do Brasil. A cidadania republicana , em vez de
expressão da pluralidade e da diversidade político-sociais, era a
representação da privatização de funções do Estado e de obtenção de
privilégios para as oligarquias. A elite não confiava no seu povo, que
por sua vez não se reconhecia no Estado.

A "Degola" da Oposição


A garantia da eficácia da Política dos Governadores de Campos Sales
residia na Comissão de Verificação de Poderes. Os deputados, depois de
eleitos em seus respectivos estados , recebiam um diploma, uma espécie
de registro eleitoral que os encaminhava à Câmara dos Deputados
Federais. A comissão era responsável pela regulamentação desses
diplomas , ou seja, pela validação da eleição dos deputados, e seus
membros eram indicados por orientação do presidente da Câmara dos
Deputados, que , em geral , estava articulado com os grupos da
situação. Assim, os deputados ligados aos grupos dominantes dos
estados eram diplomados, e aqueles que porventura pertencessem a
grupos de oposição estadual ou que não merecesse a confiança do
governo federal eram degolados , ou seja, impedidos de assumir seu
mandato parlamentar. Ao mesmo tempo que abriam mão de interferir no
andamento da política estadual , as oligarquias mais poderosas , as de
Minas Gerais e São Paulo, mantinham o controle sobre o governo
federal. Os grupos dominantes dos estados tendiam , normalmente , a
aceitar as indicações dos candidatos à presidência escolhidos por
mineiros e paulista. Assim, as oligarquias regionais impunham , nos
seus "currais eleitorais", os nomes decididos por Minas e São Paulo
nos gabinetes ministeriais do Rio de Janeiro. Em razão disso, a  maior
parte das eleições era vencidas por maiorias esmagadoras .
Eliminava-se dessa forma a possibilidade de disputa real pelo poder e
de revezamento das forças políticas que ocupavam os governos estaduais
e federal, relegando-se a oposição a uma situação marginal. Além
disso, a Política dos Governadores pressupunha a supremacia do
Executivo sobre os demais poderes, de forma a tornar quase absoluto o
poder das oligarquias que o dominavam . Violência local e transação
entre as máquinas político-administrativas dos estados e os donos dos
"currais eleitorais" e das grandes propriedade rurais tornaram-se os
ingredientes fundamentais do sistema político que conferiria a
estabilidade oligárquica à República , que se afirmava como a
expressão da vontade de poucos. Ao longo da República Oligárquica , a
maior parte dos presidentes da República era proveniente de Minas e
São Paulo, grande produtores de laticínios e café, respectivamente.
Era a política café-com-leite , que complementava a Política dos
Governos. Com a consolidação da República iniciava-se o império dos
cafeicultores.

Processos de Imantação


Vimos que a magnetita é um minério com propriedades magnéticas e
considerado um ímã natural. É possível também produzir um ímã
artificialmente , isto é, tornar um corpo neutro , sem propriedade
magnética , um ímã. Esse processo recebe o nome de imantação ou
magnetização. Em geral , corpos feitos de ferro ou ligas de ferro
podem ser imantados mais facilmente do que corpos de outros materiais.
Os materiais que após serem imantados mantêm as propriedades
magnéticas por um longo tempo são chamados de ímãs permanentes.
Podemos imantar um corpo das seguintes maneiras :

- Indução Magnética : Um corpo neutro se imanta quando próximo ou em
contato com um ímã.

-Atrito : Um corpo neutro se imanta se atritado com um ímã com
movimentos sempre no mesmo sentido.

-Corrente Elétrica : Um corpo neutro enrolado por um fio condutor
percorrido por corrente elétrica torna-se um ímã enquanto existir a
corrente.   Para desenvolver o conceito de campo magnético , podemos
aproveitar algumas ideias de quando estudamos campo elétrico. Naquele
caso, há , no espaço ao redor do corpo eletrizado, um campo elétrico
que pode ser comprovado pela força elétrica que age numa pequena carga
de prova colocada nesse espaço. Analogamente , dizemos que há no
espaço ao redor de um ímã um campo magnético , que pode ser comprovado
pela alteração da posição de agulhas magnéticas colocadas em diversos
pontos desse espaço. As agulhas se orientam em direções específicas e
indicam que sobre elas age algum tipo de força.

De fato, a força magnética é mediada pelo campo magnético. Entretanto
, apesar das analogias , existem diferenças fundamentais, tais como a
inexistência do monopólio magnético, isto é , os polos magnéticos
sempre aparecem aos pares, polo norte e polo sul. O agente físico
fonte do campo magnético também é a carga elétrica ; porém, nessa
caso, é preciso que ela esteja em movimento. Isso significa que
partículas carregadas em movimento, além de serem fonte de campo
elétrico, também são fonte de campo magnético. Veremos ainda em breve
mais detalhes sobre as fontes de campo magnético, mas considere o
campo magnético sempre associado ao movimento de cargas elétricas. No
caso dos ímãs , o campo magnético pode ser explicado principalmente
por dois movimentos dos elétrons. No caso dos ímãs , o campo magnético
pode ser explicado principalmente por dois movimentos dos elétrons :
um análogo ao de "rotação" dos elétrons em torno de si mesmos (spin) e
o outro relacionado ao movimento dos elétrons em torno do núcleo
atômico.

A Crise Econômica


Ao mesmo tempo, ocorria uma escalada das pressões sociais e novas
formas de organização popular disseminavam-se pelas cidades e pelo
mundo rural. As tensões verificadas ao longo da década de 1950
evidenciavam uma profunda crise , que não decorria das ações dos
governos que se sucederam : tratava-se do gradativo esgotamento do
regime e do modelo econômico de substituição de importações. As
tentativas golpistas que procuraram impedir a posse de Vargas e de
Juscelino Kubitschek, e a crise de 1954 expuseram a precariedade do
equilíbrio institucional. Acentuou-se o enfrentamento das forças
sociais, em virtude da ampliação das pressão populares sobre o Estado,
colocando em xeque o compromisso político-social que lhe dava
sustentação. A forte aceleração econômica, calcada na expansão da
indústria de bens de consumo duráveis , promovida pelo governo JK.
Havia deixado como herança o descompasso entre o crescimento
industrial e a produção agrícola. O rápido aumento da população urbana
e de sua demanda , além da desorganização de determinadas áreas
agrícolas , acabou por redundar em seguidas crises de abastecimento e
inquietações sociais generalizadas.  Por outro lado, o financiamento
do Plano de Metas ampliou o endividamento externo e o déficit
orçamentário da União, coberto por emissões monetárias que ocasionaram
elevados índices de inflação. O crescimento desigual dos diversos
setores da economia e das várias regiões consolidou o processo de
concentração de renda , estimulando a onda de reivindicações sociais.

Que Gaiola É Essa ?



   Até hoje a ideia utilizada no funcionamento da gaiola de Faraday é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias voltadas , por exemplo, para isolar industrialmente geradores eletrostáticos e transformadores. Além da aplicabilidade , o experimento realizado por Faraday com essa gaiola possibilitou comprovar que a região do espaço envolvida totalmente por um condutor eletrizado não é influenciada por campos elétricos provocados por cargas elétricas externas a ela. Esse experimento , realizado em 1836 , constava de uma caixa construída com tela metálicas condutoras. Após tê-la isolado do chão, Faraday entrou na caixa carregando alguns instrumentos capazes de detectar a existência de possíveis campos elétricos. Em seguida , pediu aos seus colaboradores para eletrizarem intensamente a tela com a qual era feita a caixa. Para a surpresa de alguns , mas não dele , os instrumentos não detectaram a existência de campos elétricos no interior da caixa , nem o próprio Faraday pôde identificar qualquer desconforto. É importante destacamos que antes da descoberta da gaiola de Faraday havia cientistas que já pensavam sobre esse fenômeno. Essa ideia havia sido objeto de um experimento feito por Stephen Gray (1666-1736) , em 1730 , quado dois corpos de madeira com as mesmas dimensões foram carregados com a mesma carga elétrica. O que diferenciava esses corpos era o fato de um ser maciço e outro, oco. Com esse experimento , Gray pôde observar que os dois corpos absorvem a mesma quantidade de carga e que as cargas se distribuem igualmente apenas na superfície desses corpos , não havendo , dessa forma , influência das cargas elétricas na região interna do corpo oco. O físico e químico inglês Michael Faraday (1791-1867) se dedicou  diversas investigações relacionadas à eletricidade , entre as quais está incluído o experimento desenvolvido com a gaiola.    

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