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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Allan dos Santos Compartilha Um Texto • Observe

 Não é difícil encontrar literatura e artigos científicos que tratem do efeito das cores nas sensações humanas. Estudos que vão além das sensações e analisam o efeito real nas células humanas e mesmo na estrutura cognitiva também não são escassos, como fez o médico russo Alexander Gurwitsch ou o biofísico alemão Fritz Albert-Popp. Esse é o motivo da escolha das cores desde os hospitais até os restaurantes chamados de fast-food.

O que não é fácil encontrar é como isso ocorre na reunião dos dados obtidos pelos sentidos, ou seja, na linguagem, que envolve desde a audição até a visão. Que há efeitos no corpo ao ouvir tambores enquanto se caminha para uma guerra, disso já temos registros milenares. Que há efeitos no corpo ouvir os pássaros diante do amanhecer, qualquer um de nós já experimentou. O que não se fala é como isso ocorre de modo análogo ao usar as palavras que não possuem um referente real, que são os termos que carecem da possibilidade de uma demonstração real.

Quando você aponta um cão e diz para seu filho que aquilo é o au-au, dali em diante ele compreende que au-au é a expressão que designa um animal mamífero canídeo, carnívoro, peludo com focinho etc., ou seja, ele compreende a essência de um ser que pode ser dito de vários modos.

Há casos em que certos comportamentos são qualificados a partir de exceções que precisam ser repetidas, como é o caso da bondade, por exemplo, que embora não apareça andando por aí, é possível encontrá-la nas ações de pessoas que se comportam em um sentido muito específico, daí a possibilidade de ser categorizada.

E o que ocorre quando falamos de algo que não é possível demonstrar? Usamos a fantasia, a imaginação e partir dela chegamos a outras conclusões. Sendo necessário que você jamais pense que essa imaginação seja algo que possa ser apontado, algo concreto. Do contrário, ocorrerá o que é chamado de doença mental, patologia, enfermidade psíquica etc.: achar real o que é imaginário.

O assunto é extenso e não cabe aqui. O que importa dizer é que ainda não achei um estudo que trata os efeitos psíquicos e químicos do excessivo uso de palavras que não possuem referentes que possam ser apontados com o dedo e não passam de abstrações que se não tratadas como tal criam uma atmosfera totalmente fantasiosa. Creio ser o caso do uso dos termos democracia, Estado de Direito, igualdade, comprovação científica etc. Quando se busca o referente desses termos o que é apontado pelo dedo é diametralmente o oposto do desejado.

Teriam o uso dessas palavras o efeito das cores azuis aos olhos de um paciente hospitalar, ou seja, uma sensação de tranquilidade enquanto se está perto da morte para que não seja sentido o trágico encontro com o fim da vida? A pergunta não é retórica.

De: Allan dos Santos • Jornalista , Conservador e Patriota


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