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domingo, 10 de junho de 2018

Um Pouco de História


   O período de normalidade democrática após a deposição de Getúlio Vargas  (1945) durou menos de 20 anos. À euforia desenvolvimentista do governo Kubitschek (1956-1961) sucederam-se crises políticas que levaram a um golpe militar (abril de 1964). O novo período ditatorial , mais longo que o do Estado Novo , duraria 20 anos , encerrando-se apenas em 1985 , com a eleição de Tancredo Neves. Os conflitos político-ideológicos de todo esse período refletiram-se intensamente na produção artística e literária. As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas pela supressão dos direitos civis por meio de Atos Institucionais , pela cassação de direitos políticos , pela censura aos meios de comunicação e às manifestações artísticas , pela repressão policial , pelo exílio dos opositores ao regime e pela prática da tortura .  Paralelamente , o regime militar deu continuidade à abertura da economia ao capital estrangeiro e promoveu o "milagre econômico" (governo Médici) visando tornar o Brasil uma potência emergente.  A "reabertura" política ocorreu a partir de 1978 , de forma gradual . É de 1979 a Lei de Anistia , que permitiu a volta dos exilados , a libertação de todos os presos políticos e a reincorporação dos funcionários cassados ao serviço público. Após a grande campanha pelas eleições diretas , o primeiro presidente civil, Tancredo Neves , foi ainda eleito indiretamente (1985) e morreu antes de tomar posse . O vice-presidente José Sarney assumiu o cargo; durante seu governo (1985-1990) , foi elaborada a atual Constituição , que ampliou os direitos individuais e a liberdade civil.  Em 1990, a primeira eleição direta criou grandes esperanças de renovação , frustradas pelos escândalos , corrupção e incompetência , que levaram ao afastamento do presidente , Fernando Collor de Mello (1992). As  ultimas décadas (governos Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva) têm sido marcadas pela busca da estabilidade econômica e pelas reformas institucionais. Consolidada a democracia , os grandes problemas sociais - distribuição de renda , educação , saúde , moradia , reforma agrária , preservação do ambiente etc. - continuam na pauta de todas as discussões e no centro dos anseios coletivos.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Um Pouco de História



       Considera-se 1945 , ano da deposição de Getúlio Vargas , o início de um novo período político-social em nosso país. Trata-se de uma era de "democratização", que se estende até 1964 , quando ocorre o Golpe Militar.  Nesses quase 20 anos, os fatos históricos que se sucedem fazem parte da nossa memória nacional mais recente: o fim do Estado Novo (1945) , o afastamento temporário de Getúlio Vargas da vida política (1945-1950) , seu retorno (1951-1954) , a presidência de Juscelino Kubistschek (1956-1961) , a fundação de Brasília , nova capital do país (1960) , as presidências de Jânio Quadros (1961) e de João Goulart (1961- março de 1964). Adotando modelos políticos populistas , o Brasil tenta encontrar os rumos de seu desenvolvimento. Apesar da grande abertura ao capital estrangeiro proporcionada pelo Plano de Metas do governo Juscelino, será apenas na fase seguinte, com a ditadura militar (1964-1978) , que se consolidará no modelo econômico assentado no Estado , nas multinacionais e no  capital nacional. Em 1979 , com a posse do presidente Figueredo, é assinado o decreto de anistia aos presos políticos , há reforma partidária e começa o processo de redemocratização do país. O tema e a ideologia do desenvolvimento dão cores esquerdizantes ao nacionalismo, bandeira vinculada à direita nos anos 1920. Nesse contexto, renova-se o gosto pela arte regional e popular , cujo potencial revolucionário se torna objeto de grande atenção. Em contrapartida , as camadas conservadoras reagem sistematicamente contra as manifestações políticas nacional-populistas. No cenário internacional do pós-guerra, a Guerra Fria e a ameaça atômica predominam a partir de 1945, dividindo  o mundo em sistemas que mutuamente se hostilizam. Nessa oscilação entre enfatizar o nacional e reprimi-lo , entre resgatar o passado e descobrir o futuro , entre a consideração da necessidade de testemunhar o momento político presente e uma aura quase mítica de entusiasmo e generalizado pela mídia e pela máquina - dois fetiches ligados à explosão industrial dos anos 1960 tanto na Europa quanto nos Estados Unidos- , nasce o que alguns chamam de "fim do Modernismo", enquanto outros preferem cunhar o termo "Neomodernismo".  Trata-se da geração de 45 , que passaremos a conhecer.

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